16 de julho de 2008

Transtorno de Pânico


A Síndrome do Pânico é uma doença caracterizada pelo distúrbio dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina, possuindo como aspecto essencial, os ataques de ansiedade e nervosismo. Os ataques de pânico manifestam-se, via de regra através de períodos discretos de ataques repentinos, de intensa apreensão e medo, frequentemente associados com sentimentos de perigo de destruição iminente. A doença atinge pessoas de qualquer classe social, de qualquer profissão, seja na área urbana ou rural. Em 70% dos casos a doença começa a se manifestar entre os 20 e 35 anos uma fase de pleno crescimento profissional.FATORES PREDISPONENTES
Distúrbio de Ansiedade de separação na infância e a perda súbita de suportes sociais ou interrupção de relacionamentos inter pessoais importantes, aparentemente predispõem o desenvolvimento deste distúrbio. Pode-se citar como principais sintomas da doença os seguintes:
-falta de ar
-vertigem
-palpitações(taquicardia)
-tremor nos braços e/ou nas pernas
-sudorese
-sufocamento
-náusea ou desconforto abdominal
-despersonalização
-anestesia ou formigamento
-ondas de calor ou calafrios
-dor ou desconforto no peito
-medo de morrer
-medo de enlouquecer
A ocorrência simultânea de quatro sintomas, dentre os acima discri-minados, é suficiente para demonstrar a existência da doença. É importante ressaltar, ainda, que há ataques de pânico recorrentes várias vezes por semana ou até diariamente e que estes ataques podem ou não ser acompanhados de agorafobia.

PSICOTERÁPICO

Focado no enfrentamento das fobias da técnica da Terapia Cognitiva Comportamental, no qual limita o paciente em várias áreas. Depois um enfoque profundo na psicodinâmica independente da linha psicológica, elaborando as mudanças de alguns comportamentos inadequados. O paciente precisa redimensionar alguns conteúdos da personalidade, tais como: perfeccionismo, controle das situações, poder, centro das atenções, auto crítica exacerbada... No processo psicoterápico a pessoa precisa trabalhar as complicações da doença para que sinta mais segurança e equilíbrio no dia a dia.


Geani Marina Hostins
Psicóloga
CRP 08/12319

R: Av. Anita Garibaldi, 1223 - Sala 06
Cabral - Ctba/Pr
(41)3044-2424/9151-5539

29 de junho de 2008

ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


O que é?
O transtorno de estresse pós-traumático pode ser entendido como a perturbação psíquica decorrente e relacionada a um evento fortemente ameaçador ao próprio paciente ou sendo este apenas testemunha da tragédia. O transtorno consiste num tipo de recordação que é melhor definido como revivescência pois é muito mais forte que uma simples recordação. Na revivescência além de recordar as imagens o paciente sente como se estivesse vivendo novamente a tragédia com todo o sofrimento que ela causou originalmente. O transtorno então é a recorrência do sofrimento original de um trauma, que além do próprio sofrimento é desencadeante também de alterações neurofisiológicas e mentais.

Geani Marina Hostins
Psicóloga
CRP 08/12319
R: Av. Anita Garibaldi, 1223 - Sala 06
Cabral - Ctba/Pr(
41)3044-2424/9151-5539

22 de maio de 2008

A cenoura, o ovo e...

A Cenoura, O Ovo e O Café.
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela no seu casamento, com seus filhos.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um cozinheiro muito conhecido, levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo, a água começou a ferver.
Numa, ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A moça, com suspiros esperava impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela.
Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara.
Virando-se para ela, perguntou:- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Então ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível...mas depois de ter sido submetida
à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Como ela deveria fazer em certas ocasiões, por exemplo: um filho quebra um brinquedinho comprado com sacrifício ou até ganho de alguém. Quebrou? Se você bater nele, gritar, descabelar-se adiantará de alguma coisa? As palavras harmoniosas valem mais que surras, por exemplo: que pena que você o quebrou, poderia agora estar brincando com ele, não é?
E os ovos ? Sua casca fina protegia o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo,
seu interior se tornou mais rijo. Como ela deveria em certas ocasiões agir como por exemplo: quando há falta de dinheiro, desemprego, falta de assistência médica não adianta ficar esmurrando a porta do hospital ou dar um tiro no ex- patrão pois demonstra fragilidade mas sim partir para a luta, tornar-se mais rija.
O pó de café, contudo, era incomparável.
Depois que fora colocado na água fervente, ele não se alterara e havia mudado a água.
Como você pode por exemplo numa casa simples transformá-la num lar de paz,
harmonia, com uma latinha e algumas flores do quintal apresentar essa harmonia para o companheiro que chega cansado. O companheiro abandonou-a? Mostre sua fé e serenidade para seus filhinhos assim:
- que a roupa deles, embora antiga, surrada, esteja sempre limpinha;
- a comida sempre feita com carinho, você poderá confeccioná-la cantando para que recebam , os que vão comer dela suas boas vibrações, ou, sua negatividade que
(acredite!) - os fará doentes
- a casa varrida, a poeira retirada etc, etc
Cante! Vibre! Vigie!
Qual deles é você?
- ele perguntou à sua filha. Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?

Não...

Não Estrague seu Dia...
Luiz & Francisco Cândido
A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.

21 de maio de 2008

Maneiras de dizer...

MANEIRAS DE DIZER AS COISAS
Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho.- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.- Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites.Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:- Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer...Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se.Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra.Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.Ademais, será sábio de nossa parte se antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho.E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento.Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas...
Autor desconhecido

O Samurai

O Samurai idoso
Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.
Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade ?Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente ? - perguntou o velho samurai.- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos. - O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

30 de abril de 2008

Bullying



Maldade da Infância e Adolescência: Bullying


Incluído em 24/05/2005
Um dos grandes equívocos de nossa sociedade está em acreditar que basta ser criança para ser uma pessoa boazinha. Costumava causar impacto ao afirmar, politicamente incorreto, que as crianças são naturalmente más (parodiando Hobbes e seu Estado Natural). São elas que agridem os menores, pisam em formiguinhas, tocam fogo no rabo do gato, são egoístas ao extremo, querem tudo para elas próprias, judiam dos mais fracos e participam do fenômeno conhecido por Bullying. De fato, isso não é ser bonzinho (veja Violência e Agressão da Criança e Adolescente).
O termo Bullying, que não existe na língua portuguesa. Ele significa formas de agressões intencionais repetidas por estudantes, que causam angústia ou humilhação a outro. Compreende, pois, todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivações evidentes, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. O Bullying se encontra presente, possivelmente, em variadíssimas situações, tais como, colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, sacanear, humilhar, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences, etc.
Segundo artigo de
Aramis Antônio Lopes Neto e Lauro Monteiro Filho o Bullying pode se manifestar de quatro formas diferentes: verbal, físico, psicológico e sexual. Referem pesquisas onde a maioria dos alunos vitimados por Bullying destaca como a situação mais freqüente a identificação por apelido com maldade e com propósitos de humilhação, seguido do roubo de pertences (39%), a indução ao uso de drogas (30%) e os ataques violentos (25%).
Normalmente existem três tipos de pessoas envolvidas nessa situação de violência: o expectador, a vítima e o agressor. O expectador é aquele que presencia as situações de Bullying e não interfere. Sua omissão deve-se por duas razões principais: por tornar-se inseguro e temeroso e por isso sentir medo de sofrer represálias ou, ao contrário, por estar sentindo prazer com o sofrimento da vítima e não tem coragem de assumir a identidade de agressor. Os expectadores do primeiro tipo (os mais medrosos), apesar de não sofrerem as agressões diretamente, podem se sentir incomodados com a situação e com a incapacidade de agirem.
A vítima, por outro lado, costuma ser a pessoa mais frágil, com algum traço ligeiramente destoante do modelinho culturalmente imposto ao grupo etário em questão, traço este que pode ser físico (uso de óculos, alguma deficiência, não ser tão bonitinho...) ou emocional, como é o caso da timidez, do retraimento...
Vítima costuma ser uma pessoa que não dispõe de habilidades físicas e emocionais para reagir, tem um forte sentimento de insegurança e um retraimento social suficiente para impedí-la de solicitar ajuda. Normalmente é uma pessoa retraída e com dificuldades para novas amizades ou para se adequar ao grupo. A vítima é freqüentemente ameaçada, intimidada, isolada, ofendida, discriminada, agredida, recebe apelidos e provocações, tem os objetos pessoais furtados ou quebrados. No ambiente familiar a vítima apresenta sinais de evitação, medo ou receio de ir para escola, mas, não obstante, como dissemos, não procura ajuda dos familiares, professores ou funcionários da escola.
Tudo isso acaba fazendo com que a vítima troque de escola freqüentemente, ou pior, que abandone os estudos. Nos casos mais graves a vítima contumaz acaba desenvolvendo uma severa depressão, podendo chegar a tentar ou cometer o suicídio.
Os agressores no Bullying são, comumente, pessoas antipáticas, arrogantes e desagradáveis. Alguns trabalhos sugerem que essas pessoas vêm de famílias pouco estruturadas, com pobre relacionamento afetivo entre seus membros, são debilmente supervisionados pelos pais e vivem em ambientes onde o modelo para solucionar problemas recomenda o uso de comportamento agressivo ou explosivo.
Há fortes suspeitas de que as crianças ou jovens que praticam o Bullying têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais, psicopáticos e/ou violentos, tornando-se, inclusive, delinqüentes ou criminosos. Normalmente o agressor acha que todos devem atender seus desejos de imediato e demonstra dificuldade de colocar-se no lugar do outro.
O Bullying é um problema mundial, é um problema do ser humano imaturo, logo, deve acompanhar a humanidade desde a pré-história. É um fenômeno encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana, em qualquer país.
Os meninos estão mais envolvidos com o Bullying com uma freqüência muito maior, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o Bullying também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação.

De acordo com Rosana Del Picchia de Araújo Nogueira
e Kátia A Kühn Chedid (veja), o conceito de Bullying pode também ser aplicado na relação de pais e filhos e entre professor e aluno, citando como exemplos, aqueles adultos que ironizam, ofendem, expõe as dificuldades perante o grupo, excluem, fazem chantagens, colocam apelidos preconceituosos e têm a intenção de mostrar sua superioridade e poder, usando deste comportamento freqüentemente.
De acordo ainda com artigo Bullying na Escola e na Vida, de Nogueira e Chedid, citado acima, em Portugal um em cada cinco alunos (22%), de 6 a 16 anos, já foi vítima de Bullying na escola, sendo o local mais comum de ocorrência de maus-tratos os pátios de recreio (78% dos casos) e os corredores (31,5% dos casos). Na Espanha a incidência do Bullying se situa em torno de 15% a 20% nas pessoas em idade escolar, quase o mesmo observado em Portugal e em outros países da Comunidade Européia.
Muitas crianças, vítimas de Bullying, desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo dessa violência. Outras crianças que sofrem Bullying, dependendo das características de suas personalidade e das relações com os meios onde vivem, em especial entre suas famílias, poderão não superar totalmente os traumas sofridos na escola. Elas poderão crescer com sentimentos negativos e com baixa autoestima, apresentando sérios problemas de relacionamento no futuro. Poderão, outrossim, assumir um comportamento agressivo, vindo a praticar o Bullying no ambiente sócio-cupacional adulto e em casos extremos, poderão tentar ou a cometer suicídio.
Raymundo de Lima, citando Lopes Neto (
veja), observa que os casos de suicídio acontecem, em geral, nas pessoas que não suportaram a grande pressão psicológica do Bullying. Observa ainda o pior efeito da pressão sofrida nos casos de Bullying seja, talvez, fazer a vítima se sentir absolutamente inexpressiva, insignificante, abjeta, desprezível, enfim, uma agressão que combina fazer de conta que a vítima não existe, aniquilando totalmente a autoestima, suprimindo, inclusive, as condições para ela desabafar com alguém.
para referir:Ballone GJ - Maldade da Infância e Adolescência: Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em
http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2005

13 de abril de 2008

A Terapia de Casal...


A terapia de casal é uma das áreas de atuação mais desenvolvidas nas últimas décadas. A incidência de procura na clínica comportamental é muito alta. Cada casal é único e tem sua história específica de relacionamento e portanto sua psicoterapia requer objetivos e estratégias próprias.Por que terapia de casal?Porque as pessoas tem histórias de vida diferentes. Há algumas variáveis que determinam o comportamento de cada parte do casal: sexo, famílias, profissões, expectativas, religiões, valores éticos, posições políticas, objetivos de vida e escolhas. A história é comum duas pessoas diferentes decidem viver juntas e as frases como"até que a morte os separe" - acaba se tornando um tempo muito longo e não são consideradas as mudanças. "Para o bem e para o mal" - há uma falta de definição dos comportamentos necessários para viver bem ou mal.
O casamento não é feito só de amor, abraços e beijos apaixonados. O casamento envolve o cotidiano, contas a pagar, decisões e problemas a resolver. Como a vida não é um conto de fadas,nunca é perfeito, maravilhoso ou ótimo.
As pessoas mudam, as características de cada fase mudam, as “exigências” pessoais mudam e a vida como um todo muda.
Terapia comportamental de casais envolve o que?
a) Enfatizar a mudança comportamental.

b) Aumentar interações positivas e dimunuir negativas.

c) Ensinar estratégias para solucionar problemas.

d) Modificar espectativas irreais.

Para que terapia de casal?
1- Para mudar padrão de comportamento ou os perfis comportamentais de cada indivíduo;

2- Para aceitar características do parceiro(a);

3- Para estruturar uma separação.

A Terapia comportamental de casais visa:

a) Corrigir as atribuições de culpa.

b) Identificar esquemas de reforçamento.

c) Identificar classes de resposta.

d) Treino de comunicação ou dehabilidades sociais.

e) Propor tarefas ou atividades para serem realizadas na situação natural.

f) Treinar discriminação e generalização.

Alguns objetivos da terapia de casal:
1. Cada membro do casal deve identificar em sua história de vida aspectos importantes que determinaram conjuntos de regras ou valores, escolhas e padrões de comportamentos funcionais e/ou disfuncionais.
2. Identificar sentimentos e emoções envolvidos em comportamentos usualmente emitidos.
3. Identificar padrões de comunicação estabelecidos entre o casal e treinar novas formas.
4. Identificar formas de tomada de decisões e treinar novas formas.

Geani Marina Hostins
Psicóloga
CRP 08/12319
R: Av. Anita Garibaldi, 1223 - Sala 06
Cabral - Ctba/Pr
(41)3044-2424/9151-5539

12 de março de 2008

Psicoterapia Cognitivo-Comportamental


Psicoterapia Cognitivo-Comportamental


A terapia cognitivo-comportamental é uma psicoterapia estruturada, direta e de curta-duração, de grande eficácia numa larga variedade de perturbações psicológicas, nomeadamente :
Ansiedade
Comunicação
Conflitos
Depressão
Dificuldade em se Relacionar
Dificuldade no relacionamento (amizade, filhos, namoro, casamento, trabalho, etc.)
Fobia Social
Fobia Específica (dirigir, avião, elevador, etc)
Insônia
Manias
Medo
Pânico
Solidão
Stress
Traumas
Timidez
Transtorno Alimentar (bulimia, anorexia, obesidade...)
Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc)
Transtorno de Pânico
Tristeza
Aconselhamento, etc.
A eficácia desta psicoterapia no tratamento da depressão, ansiedade e outras perturbações psicológicas, está comprovada cientificamente. Os estudos demonstram, por exemplo, que o acompanhamento psicológico através da terapia cognitivo-comportamental reduz os sintomas da depressão tão eficazmente como a terapia com anti-depressivos resultando, contudo, numa taxa mais baixa de recaída. Além disso, não tem os efeitos secundários associados aos medicamentos.
A psicoterapia foca-se na resolução dos problemas, fornecendo ao indivíduo uma explicação clara das suas dificuldades emocionais, prevenindo a recaída e problemas posteriores.No tratamento psicológico, o indivíduo é ensinado a identificar os pensamentos que originam as perturbações emocionais e a substituí-los por modos de pensar mais saudáveis. Ao longo deste processo, o indivíduo aprende técnicas de auto-ajuda que produzem o alívio rápido dos sintomas, a resolução de problemas de vida e a melhoria da auto-estima, bem como o aumento do auto-controle sobre os seus próprios problemas.A terapia cognitivo-comportamental envolve também a mudança de comportamentos que muitas vezes prejudicam o próprio indivíduo, como é o caso de problemas com a assertividade e com a intimidade relacional.
O tratamento de cada problema tem uma duração variável, dependendo do tipo e da gravidade do mesmo, adaptando o terapeuta o seu método de tratamento ao problema específico de cada indivíduo.Para além destes aspectos é importante realçar que a terapia segue todos os princípios éticos fundamentais, tais como o respeito pela confidencialidade e a aceitação do indíviduo enquanto pessoa com valor e com capacidades para ultrapassar os seus problemas.
Geani Marina Hostins
Psicóloga
CRP 08/12319
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4 de março de 2008

"No matrimónio existem apenas obrigações e alguns direitos"
Nietzsche

Casamento...


"Todo hábito tece em torno de nós uma teia sempre mais sólida de fios de aranha; e logo percebemos que os fios se tornaram lagos e que nós mesmos ocupamos o centro, como uma aranha que se prendeu a si e que deve viver de seu próprio sangue. É por isso que o espírito livre odeia todos os hábitos e regras, todo o duradouro, o definitivo, é por isso que recomeça sempre, com dor, a romper em torno dele a teia: embora deva sofrer em conseqüência de muitos ferimentos, pequenos e grandes – pois é dele próprio, de seu corpo, de sua alma, que deve arrancar esses fios. Deve aprender a amar onde odiava e vice-versa. Não deve até mesmo ser impossível para ele semear os dentes do dragão no campo onde recentemente fazia correr os chifres da abundância. Disso se pode concluir se ele é feito para a felicidade do casamento".
Nietzsche

Relações...

"Aquele era frio em suas relações e exigente em suas escolhas. Mas de um só golpe e para sempre estragou sua companhia. A isso chama seu casamento."
Nietzsche

2 de março de 2008

Todo...


"Todo sintoma é uma verdade sobre nós mesmos e, ao mesmo tempo, um caminho de saída que mostra o que devemos fazer para achar o alívio. Pressão requer despressurização.
Desproteção requer proteção."
Sofia Bauer